terça-feira, 15 de março de 2016

Eu. Mim. Minha.

Imagem retirada da Internet

Ultimamente TENHO-me sentido despejada de MIM própria. Não está em causa a MINHA identidade, mas está em causa o espaço da MINHA identidade. Porque para que EU possa existir de forma íntegra em todos os papéis que ME pertencem, é necessário que a MINHA individualidade não seja invadida, e que se mantenha bem demarcada, a fronteira entre o EU-COMIGO-PRÓPRIA e entre o EU-com-os-outros.

Desde que ME conheço que SOU uma pessoa de fácil entrega, e de entrega total. Entrega fácil traz claramente enormes contentamentos, mas a entrega total acarreta provações duras e perfeitamente escusadas. E como tal, consequência do processo natural de amadurecimento que ESTOU a viver, COMPREENDI que a entrega total está a anular o pequeno espaço que deve ser, impreterivelmente, MEU. O pequeno espaço onde POSSO e DEVO, confinar tudo o que ME é mais íntimo, as MINHAS  inocências ou os MEUS pecados, os MEUS desejos ou os MEUS repúdios, a MINHA fé ou até,  a falta dela.

PRECISO de espaços, de tempos, de silêncios onde POSSA existir una, individual e indivisa. Sem usurpações ou ocupações selvagens da MINHA alma. MINHA, sem o domínio de nada. Sem o domínio de ninguém.

BOM PRESSÁGIO: Eventualmente um dia destes, estarei por aí, sozinha, comigo.

8 comentários:

Jorge disse...

A entrega fácil e total de que falas, pode ser contraproducente...por uma questão de segurança deve haver um bocadinho que fica só para nós.

Beijinhos, Benedita!

Gaja Maria disse...

Sozinha ou acompanhada, o importante é que estejas de bem com o teu EU. BEijinho

Pérola disse...

Os teus presságios são-me sempre muito animadores, gosto muito e tinha saudades.

Beijo

LionMaster disse...

Olá.. vim aqui parar pelo comentário no blog guess so...
E confesso que gostei do texto por isso vim comentar.

infelizmente por vezes as pessoas por terem uma auto estima mais baixa acabam por deixa isso tudo acontecer. Mas é necessário, sempre, desde o inicio que respeitem o nosso espaço como sendo privado. De maneira a que a pessoa que consegue chegar a esse espaço se sinta privilegiada por lhe ter sido concedida entrada.
O leão.

Benedita disse...

Jorge
Aí está. Foi exactamente a minha própria segurança que corrompi...
Beijinhos

Gaja Maria
A questão é essa mesma. Não estou bem comigo.
Beijoquinhas

Pérola
Gosto de te ver por cá. :)
Beijinho

LionMaster
Obrigada pela visita. Espero que voltes. :)
A questão não é o privilégio da entrada. É mesmo a questão de dever existir um campo sem entradas. Uma espécie de redoma só nossa. Onde guardemos as particularidades da nossa essência...
Beijos

LionMaster disse...

Vim reler o post... realmente fiz uma primeira leitura incorrecta. E com isto cheguei a uma conclusão... desde a minha ultima relação que entrei na fase do "me, myself and I"... se é bom presságio... um dia mais tarde, quem sabe, te direi.
:) beijinhos.

Benedita disse...

LionMaster
Às vezes é preciso estarmos conosco próprios, para podermos depois, estar de corpo e alma para os outros. :)
Beijocas

Green disse...

É bom quando sabemos estar connosco próprios, sozinhos, e estamos bem.