quinta-feira, 20 de Março de 2014

Delícias do meu Puto-Reguila # 6


Ontem o Puto-Reguila trouxe alguns trabalhos que fez na escola e no ATL, alusivos ao Dia do Pai. Mas este teve uma particularidade:

- Mãe, preciso de uma argola. Estamos a fazer um porta-chaves na escola, para oferecer aos pais.
- Ái sim? Ideia gira!
- Sim, mas o meu vai ser diferente.
- Diferente? Porquê?
- Os meninos estão todos a fazer um carro. Mas como o pai teve o acidente grave de carro, eu vou fazer uma gravata...

Este cuidado criou-me um sentimento ambíguo. Feliz pela sua sensibilidade, mas triste pela realidade.

No entanto, ontem tivemos uma grande surpresa. Eu estava na cozinha com a mãe do P., quando começo a ver um vulto a aproximar-se da entrada. Era o P. que já veio sozinho na sua cadeira-de-rodas, até à cozinha! O lado direito que ficou totalmente paralisado na sequência do acidente, já vai mexendo, então, com os pés veio puxando a cadeira e com o braço esquerdo controlando a roda da cadeira. Que inesperado! E como ficámos tão felizes!!!

Faz amanhã 31 meses desde o dia do acidente. A recuperação tem sido lenta. Demasiado lenta. À parte da lesão cerebral grave, há uma depressão muito grande instalada, que tem sido um grande obstáculo à recuperação do P. Mas felizmente a vida deu-lhe o que precisa. Tempo! E desde Dezembro que fez um clique e tem estado a colaborar e a conseguir enormes progressos.

O Dia do Pai, não poderia ter sido mais especial!

BOM PRESSÁGIO: Demore o que demorar, os especialistas dizem que pode voltar a andar e a fazer uma vida minimamente independente.

quarta-feira, 19 de Março de 2014

Pai

Imagem retirada da Internet

Hoje é dia do pai. Não que me sinta obrigada a recordar-te especificamente hoje, pois tenho-te presente ao longo dos dias, nas mais variadas formas. Tenho-te em palavras, em cheiros, em sons... em memórias. Mas sim, sinto uma vontade particular de falar para ti.  E verdade seja dita... hoje é especialmente difícil não passar por ti...

Nunca ousei dizer-te, mas custava-me horrores o 19 de Março. Custava-me os beijos especiais que te dava e os trabalhos que fazia na escola por ser dia de S. José, e ainda assim para ti, não passar de um dia como qualquer outro. Percebo hoje que Dia do Pai pouco representasse para ti, não só pelo pai que tinhas, mas também pela importância que os meus dois irmãos mais velhos não te davam. Mas na altura chateava-me que não lhe desses valor, pelo menos por mim. E a vida tem destas ironias, pai. Hoje daria tudo para te ter aqui, indiferente ao dia, indiferente a mais dois beijos ou indiferente à lembrança que te comprasse propositadamente para assinalar o dia. Hoje daria tudo para me incomodar com mais um Dia do Pai. Ou talvez não. Talvez pudesse ter-te tornado mais doce, mais disponível, mais feliz, e déssemos um abraço forte, nos enchêssemos de mimo e fossemos comemorar o dia do pai, numa jantarada daquelas que só tu sabias animar...

Cheguei a sentir que a tua partida poderia trazer alguma Paz. E não sinto qualquer tipo de culpa por esse sentimento. Tu sabes bem porquê, pai. Mas hoje digo-te de coração desarmado, que foste a minha maior perda, e que dava anos da minha vida para te ter de volta!

terça-feira, 11 de Março de 2014

Já temos vencedor!


E já está!

Até ao final do dia 10 de março, foram deixados 17 comentários. Contudo, considerei apenas o total de 16 visto a querida Dear Daisy - passo a redundância - ter deixado dois, um em complemento do outro. Assim, quem vai receber o livro que assinala o 2.º aniversário, é o comentário n.º 9 que foi assinado por... por... por... CORISCARUIM!!! Uma menina que nem gosta nada de ler!

Mais uma vez, agradeço a todos os que vão tirando um tempinho de si, e me vão visitando, incluindo os que aqui passam, mesmo em silêncio. Obrigada de coração!

BOM PRESSÁGIO: Os CTT vão ter mais uma encomenda. E vão ter que nadar que se farta!

domingo, 9 de Março de 2014

Nighty Night... Sleep Tight... and Don't Let The Bedbugs Bite # 30



Whithin Temptation Feat. Tarja - Paradise (What about us?)

sexta-feira, 7 de Março de 2014

Parabéns a você...

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2 anos se passaram desde que este espaço nasceu. 2 anos se passaram e tantos foram os acontecimentos. Aqui, como em qualquer outro lado.

Muito partilhei convosco, mas muito mais ficou ainda por partilhar. Mais afastada deste meu espaço que nunca, são vários os motivos que me têm feito ficar longe deste meu canto, e consequentemente, dos vossos. Mas não poderia deixar de assinalar o dia 7 de Março, como um dia especial.

Sinto falta de escrever, sinto falta da minha liberdade de expressão, sinto falta das minhas partilhas e das nossas trocas de palavras. Sinto tanto a falta! Mas neste momento o tempo não é meu aliado, facto que já me tem feito questionar, se fará sentido este espaço continuar a existir. Apesar da dúvida, mantenho-me ainda agarrada à ideia de que este lugar é parte de mim, e onde poderei a qualquer momento regressar na força da felicidade, ou na ferocidade da angústia.

Anyway, queria agradecer a todos quanto ainda consideram o Pousos um lugar onde vale a pena pousar, e dizer-vos que volto já.

BOM PRESSÁGIO: Para assinalar a passagem do 2.º aniversário do Pousos, a vossa Benny tem um livro para sortear. Basta que deixem um comentário neste post até ao final do dia 10 de Março e no dia seguinte, através do Random Number Generator, encontraremos o vencedor.

terça-feira, 14 de Janeiro de 2014

14 de Janeiro de 2014, 00h08m



E completas 7 anos meu Amor!

 Sabes, a mim parece-me que foi há bem menos tempo que nos conhecemos. A felicidade de ser a tua mãe, continua a ser a parte mais extraordinária da minha vida. Mal comparado filho, é como se o entusiasmo de uma novidade fantástica não passasse!

Agora com 7 anos já estás bem crescidinho. Crescido o suficiente para já saberes distinguir o bem do mal, o certo do errado,  e de já te serem exigidas algumas responsabilidades. Agora já vais percebendo que a vida também tem um lado sério, e por isso começas agora a desafiar os limites. Faz parte meu Amor, eu sei. Só não posso dizer-to em voz alta, compreendes? Isto de ser mãe tem muito que se lhe diga...

Confesso-te que nem sempre estou segura das decisões que tomo em relação a ti. E sinto que a minha margem para cometer erros é pequena. Pesa sobre mim a responsabilidade de ser tua mãe, e de representar a pessoa do teu pai, que infelizmente não tem a oportunidade de te viver intensamente, pela condição em que a vida o deixou. E assusta-me filho! Assusta-me muito, enquanto tua principal fonte de informação, poder estar de alguma forma a condicionar a perspectiva que tens do mundo, dos outros e até de ti próprio. Assusta-me  poder estar a condicionar a tua liberdade na forma de existires. Tudo isto e mais um par de botas me assusta. Mas não posso dizer-to. Compreendes, não é? Isto de ser mãe... Jesus!, se tem o que se lhe diga!

Mas à parte de todos os medos, receios e temores, quero que saibas que foste e és, a minha maior certeza! A minha maior conquista! A minha maior riqueza! 

Parabéns filho! 

BOM PRESSÁGIO: Ser mãe, é a melhor condição do mundo!

quinta-feira, 26 de Dezembro de 2013

Delícias do meu Puto-Reguila # 5


- Mãe, tens um casaco muito giro!
- Não é um casaco filho, é um colete...
- É giro mãe! Parece que é feito com cabelos de velha...

Realmente não se pode negar que o Puto-Reguila tem uma forma de olhar as coisas muito sui generis. É o que eu digo... temos artista!

BOM PRESSÁGIO: Acho que o colete foi aprovado pela maioria.

sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013

Outra vez Natal...

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Por muito que queira, não consigo. Simplesmente não consigo. O Natal é uma quadra que me afecta negativamente. 

Tenho tentado nestes últimos dias relativizar a minha antipatia pelo Natal. Tenho-me esforçado imenso por passar entre os intervalos das ruas iluminadas, dos enfeites de Natal em casa, tenho tentado passar nos intervalos das conversas das colegas de trabalho onde partilham os pormenores de quem vai fazer as azevias e os sonhos de Natal, como vão servir o jantar, o que compraram para oferecer à sogra ou qual vai ser o presente xpto que o filho ou filha vão receber. Passo pelas lojas fixando as pedrinhas da calçada para não me encadear com as luzinhas ou com os dourados e prateados que decoram as suas montras. E hoje, ahhhh! hoje, estou a fazer um esforço gigante para ignorar o histerismo que está instalado com o convívio de Natal da instituição, logo mais. E todo este esforço vai-se acumulando e o monstro do meu desagrado com o Natal, vai ganhando tamanho...

 Desde miúda que sinto que sempre existiu um fosso muito grande entre a minha visão e a realidade do meu Natal. E sei que também era assim que a minha Mãe vivia esta relação com a quadra natalícia.

A minha visão de Natal era a de uma quadra onde as pessoas assumiam entrar numa época de tréguas. Trégua às divergências, trégua às magóas, trégua às tristezas. Natal era o momento de todas as oportunidades. A oportunidade de união, de perdão, de reconstrução ou fortalecimento de todas as relações. Natal seria o momento em que as pessoas seriam chamadas a trazer a si e a oferecer aos outros, a humanidade que por circunstâncias da vida, haviam desvalorizado ou até, perdido. 

A minha desarmonia com o Natal é uma herança. A herança das memórias de ver o meu pai exigir jantar à hora de sempre, por voltas das 19h30m, e deitar-se como num qualquer outro dia, às 21h. Memórias de me ver a mim e à minha mãe enroscadas nos nosses robes, sentadas no sofá aconchegadas uma na outra e à cabeçada com o sono, enquanto não chegava a meia-noite. Memórias de abrir os presentes logo no minuto seguinte, e às 00h15m, ir para a cama. Apesar da minha mãe se ter sempre esforçado para que eu me sentisse feliz naqueles momentos, eu era sempre invadida por uma sensação de vazio, que ainda hoje, me enfarta. Nesses dias as discórdias continuavam a ser alimentadas, a maledicência permanecia, as raivas, mágoas e ódios eram preservados. Qual Natal, qual quê!

É claro que muitas pessoas têm capacidade para viver o meu ideal de Natal, e muitas lutam mesmo por um Natal assim, genuíno, mas eu não tenho essa força. Ou provavelmente, será até mais uma questão de fé, que obviamente não tenho.

Evito sempre recordar os meus Natais primordias (que são os que me marcaram a fundo) porque não quero que o Puto-Reguila também herde esta mácula. E felizmente nessa questão, tenho a ajuda do Rei e dos seus pais, que fazem da nossa consoada um momento especial. É também por eles que evito recordar esses Natais, porque sei que lhes custa ver essa sombra no meu rosto. Porém, hei-de continuar a  padecer sempre do Sídrome de Natal Desabitado...  (tenho jeito para dar nomes às coisas, hum?!)

BOM PRESSÁGIO: O Puto-Reguila adora o Natal!


terça-feira, 17 de Dezembro de 2013

E assim se escreveu mais um capítulo...

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Finalmente regresso. E regresso na certeza de já não ter motivos para partir. Eu explico.

Quem segue este blogue há algum tempo (se não mesmo desde a sua criação) sabe que o mesmo nasceu de um sonho, que na altura se assumiu como um fio condutor da vida, como bússola da felicidade. Apesar de não o ter partilhado convosco de uma forma totalmente aberta, a grande maioria, senão todos, percebeu que a vossa Benedita teria abdicado do amor do seu Anjo Cadente. Tinha-se quebrado o fio. Tinha-se avariado a bússola. Não faria assim sentido continuar esta viagem.

Com humildade assumi que vergara, que desistira, que abrira mão do sonho ao desertar da dura batalha que era viver numa relação com um intervalo de 70 km. Condicionada por outras questões que ao longo do tempo se agigantaram, convictamente, renunciei a esse amor.

Foram dias muito duros de suportar. Os dias anoiteciam amargos e amanheciam ásperos, e nem o abundar das lágrimas foi suficiente para lavar o enorme sofrimento que tinha vindo para ficar. Mas foram também dias de aprendizagem, de crescimento interior.  Foram dias em que me repensei e em que procurei identificar novas prioridades na minha vida.

Contudo, nos entremeios desta nova fase, o Anjo Cadente recusou-se a baixar as armas, negou-se a desistir de nós sem que pelo menos ouvisse os argumentos, que segundo ele, justificariam a reconstrução da ponte. Apesar de céptica atendi o seu pedido, e em total silêncio, ouvi-o.

Mas como poderia resultar? Isso implicaria mudanças profundas! - pensei.

Ouvi-o e guardei todas as palavras que revelaram o seu sentimento. A sua vontade. O seu desejo. A sua posição. Palavras que revelavam o que estava disposto a fazer, para não me ver abandonar a sua vida de mão dada com o Puto-Reguila.

Fiz o mesmo. Revelei a minha vontade. O meu desejo. A minha posição. As minhas necessidades. E juntos reconhecemos os nossos erros e assumimos o que estaríamos dispostos a alterar, não a bem da reconstrução da ponte,  mas sim a bem, da construção de uma nova.

Somos assim os mesmos, mas com novas convicções. Somos os mesmos, mas com novas prioridades. Somos os mesmos, infinitos no nosso Amor.

BOM PRESSÁGIO: Afinal vai haver Natal.

domingo, 1 de Dezembro de 2013

Não foi a passagem. Foi de, passagem...

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E ontem fiz pela última vez, aquele que foi durante os últimos 23 meses e 9 dias, um caminho de esperança e de felicidade.

A ponte que unia as margens, que ligava os sentimentos, e que foi o rumo para o meu mais desejado sonho, ruiu.

BOM PRESSÁGIO: Trouxe o coração aconchegado por duas pessoas maravilhosas, que entre muitas lágrimas de tristeza, me deram o abraço mais sentido dos últimos tempos, deixando a certeza de que a amizade existe, e continuará a ser alimentada.

A vida é tramada com F! # 4

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Enquanto não atravessarmos a dor
da nossa própria solidão,
continuaremos a buscar-nos noutras metades.
Para viver a dois, antes,
é necessário ser um.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 14 de Novembro de 2013

Delícias do meu puto-reguila # 4

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O meu pequeno-que-está-a-crescer-a-todo-o-vapor, já por diversas vezes me perguntou como morreu o meu pai. Optei sempre por contornar o assunto. Nunca me senti preparada para lha falar no suicídio.

Ontem a caminho da escola, deu início a esta conversa:

- Mãe, como é que morreu o teu mano?

Eish! O miúdo está na 1.ª classe... na escola, os miúdos entre eles falam de coisas que nem imaginamos... é melhor contar-lhe a verdade antes que a conheça de um forma menos cuidada...

- Bem... o meu mano estava doente da cabeça e pensou que não queria viver mais tempo.

- Não queria viver mais tempo?

- Achou que não. Sabes, Salvador, as pessoas às vezes adoecem. Sentem-se mais fracas, tristes e acreditam que a solução é não continuar a viver...

- E como é que o teu mano se sacrificou?

Hein? Como é que se sacrificou?! Mas onde foi ele buscar este termo, que está tão arrepiantemente correcto?!

 - Ele bebeu veneno, filho.

- Veneno?

- Sim, veneno que costuma ser utilizado nos jardins para matar os bichos que infestam as ervas...

- O teu mano não pensou lá muito em ti, pois não?

Mas eu andei a adiar esta conversa com medo que ele se chocasse, e ele tira-me este tipo de conclusões tão assertivas?!

- Ele não fez por mal filho. Como te disse, o meu mano estava doente.

Achei melhor contar tudo de uma vez.

- E foi assim também que o avô morreu.

- Envenenado?!

- Não. O avô enforcou-se.

- O que é enforcar?

- É uma pessoa atar uma corda em algo que esteja num local alto, atar a outra ponta ao pescoço, e depois a pessoa salta e fica pendurada pela corda. O nó aperta e a pessoa geralmente parte o pescoço.

Ainda me custa a crer que estou a revelar tamanha dureza ao meu filho...

Fez-se um compasso de silêncio e eu interrompi.

- Filho a vida por vezes é injusta, e tem algumas partes que não são nada bonitas. Mas a mãe não quer que fiques a pensar nisso. Aproveita para de divertires e para brincar. Tens tempo de descobrir o que para já, não tem interesse.

Lá terá tirado mais alguma conclusão, e rematou a conversa da seguinte forma:

- Adoro-te mãe! És a melhor mãe do mundo!

BOM PRESSÁGIO: Perdi o meu bebé, mas ganhei um amigo-companheiro!

A vida é tramada com F! # 3


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Quando uma frase nos foi dirigida frequentemente como um elogio, passa de um momento para o outro, a ser dirigida como arma de arremesso.

quarta-feira, 13 de Novembro de 2013

A vida é tramada com F! # 2

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Quando a razão ganha moral, e me prova que voltar com a minha decisão atrás, foi a maior desconsideração que poderia ter tido por mim mesma.

domingo, 27 de Outubro de 2013

Nighty Night... Sleep Tight... and Don't Let The Bedbugs Bite # 29



Shontelle - Impossible

Em falência...

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Sinto-me a esgotar. Ânimo, convicção, perseverança, fé. Tudo enfraquecido. Tudo à mercê de como encaro um dia atrás do outro. E há dias em que acordo com alguma coragem, mas há dias em que acordo sorvida pelos sentimentos de perda, de vazio, de solidão.

"Já passei por coisas piores...". É assim que tento manter o equilíbrio. É assim que tento estranhar as recordações que me invadem a mente e me puxam para o meu passado recente. E e também assim, que tento manter-me focada naquilo que é o presente. Um presente que me obriga a fazer os primeiros esboços para uma nova viagem.

Porém, o "já passei por coisas piores" nem sempre consegue abafar a angústia do momento. Porque todas as dores são isso mesmo, dores. E dói. Como dói. Dói muito!

Sinto-me a secar. A endurecer. A gelar. Sinto-me a perder a minha essência...

BOM PRESSÁGIO: Já passei por coisas piores...?

A vida é tramada com F! # 1...

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Sei que algo vai correr mal, quando percebo que respeito as diferenças de opinião, mas que tenho muita dificuldade em conviver com algumas delas.

quarta-feira, 16 de Outubro de 2013

Nighty Night... Sleep Tight... and Don't Let The Bedbugs Bite # 28



H.E.A.T. - It's All About Tonight

Provérbios à La Benedita # 100




As palavras são como as cerejas...

... às vezes estão bichosas.

quinta-feira, 3 de Outubro de 2013

Being loved

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Hoje vivi uma emoção daquelas que nos harmonizam a alma.

Há muito que me pauto por tratar de mim, apoiar os outros, olhar por mim, e fazer pelos outros. Mais pelos outros, que por mim, em boa verdade. Habituei-me a ser eu a procurar soluções, respostas para as dificuldades, a virar a mobília do avesso e a fazer das tripas coração para resolver cada adversidade que me visita. Mal ou bem, tenho conseguido.

Porém, até os mais emancipados, os mais autónomos, os mais pseudo-fortes, gostam sentir que algures existe um porto-de-abrigo, sentir que de alguma forma alguém se preocupa. E hoje, hoje uma boa amiga, a minha amiga da alma de quem já muitas vezes vos falei, surpreendeu-me, sem necessitar de me colocar um Queres que eu te... ? Precisas de...?; quando me ofereceu a melhor das emoções: sentir que cuidam de mim!

Senti-me como uma guerreira a quem é dada uma trégua na batalha, a quem são aliviados os pesos da armadura e das armas. Senti-me por minutos pausada na dureza da vida. Senti um aroma fresco, um sabor adocicado e uma brandura a tocar-me na face.

Obrigada querida P.!

BOM PRESSÁGIO: A vida tira de um lado, vai dando noutro...

Provérbios à La Benedita # 99

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Ninguém toque na ferida...

... se não for para a limpar.

terça-feira, 1 de Outubro de 2013

Provérbios à La Benedita # 98

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Elas não matam...

... vão matando.

Estado: Reincidente.

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- Permites que me odeie?

- Quanto custa abrir mão de um sonho, Benedita? Hum? Quanto Benedita? Não estavas já cansada de saber que sonhar não é um condão teu?

- "O sonho comanda a vida" perpetuou o amigo Pessoa.  Amigo mas é da onça, que nos incentiva a caminhar em busca dos nossos sonhos, e depois tenta compensar-nos a alma sugerindo que aproveitemos a caminhada para angariar pedregulhos para construir o tal castelo. Quem disse que eu queria ser Princesa?! Ódio! Então não se estava mesmo a ver que isto era um pregão de uma consciência desfeita pela dor? Carcomida pela infelicidade?

- Quanto vai custar abrir mão de um sonho, Benedita? 

- Vai custar mais um pedaço de mim, Consciência. Vai custar mais um úlcera na âmago, um rasgo na minha forma, pouco individual, de existir...

- Cheguei a julgar-te preparada...

- E eu? Depois de tanta vida vivida, tanto pé na poça, tanta cabeçada na parede, depois de tanta lágrima chorada e de tanta mágoa cravada a ferro quente, eu Consciência, voltei a acreditar em mim, e agarrei o sonho...

- Pois é Benedita... pois é. Espero que agora percebas que a nossa felicidade tem que começar em nós próprios. Pode e deve depois disso estender-se aos outros, mas nunca, nunca devemos transferir a responsabilidade de sermos felizes, para os outros, mesmo quando os outros, são aqueles que moram dentro de nós.

- Quanto me vai custar abrir mão deste sonho?...

BOM PRESSÁGIO: Nesta questão... não há.

quinta-feira, 29 de Agosto de 2013

domingo, 18 de Agosto de 2013

A família está de férias!



Meus amores, pois que a Benny teve uns dias complicados no final da semana e não conseguiu vir despedir-se condignamente de todos vós.

Consegui dar aqui um saltinho rápido, e fiz questão de vos vir dizer que estamos, como no ano passado, em Vila Nova de Milfontes. A única diferença para além de estarmos um ano mais velhos é que este ano a família tem um cão, e trouxe-o para a Costa Vicentina.

Sendo um Bulldog Francês, o calor é um factor de risco e que não pode ser descurado, por isso, a nossa pequena fera veste um colete especial quando o calor aperta, para o manter fresquinho. :)

Eu... eu fiz algo inédito este ano antes de vir de férias, que foi, não me pesar. Não quero números a pesarem-me na consciência e a gritarem-me aos ouvidos, cada vez que me apeteça cometer o pecado da gula. Estou de férias e estou livre de pressões. Quando regressar vejo com que peso estou, e a partir daí traço objectivos e corrijo o que houver para corrigir.

Não sei se voltarei aqui em breve, pois as férias aqui em baixo irão até dia 27. Se tiver nova oportunidade, virei dar um alô...

BOM PRESSÁGIO: Bom trabalho para quem está de castigo, boas férias para quem está na boa vida!

segunda-feira, 12 de Agosto de 2013

Continuas a acreditar no Pai Natal, Benny...


Há dias assim. Em que acordamos numa realidade e acabamos por ter que nos deitar numa outra bem diferente. Isso aconteceu-me recentemente.

Há uns dias atrás, acordei certa de que era uma alma em Paz com a vida, com as origens, com o passado, com o presente. Acordei assim certa, mas terminei o dia assim, para o lado do errado. Deitei-me novamente ferida no coração, depois de assistir ao arrombamento da caixa de Pandora. Instalaram-se os males, e ficou uma vez mais, cerrada a esperança.

E agora… agora é desistir e andar para a frente. Sim meus amores, porque nem sempre desistir implica a maior perda. Não senhor. Desistir, pode significar abrir mão do que nos magoa, do que nos fere, do que nos faz infeliz. E eu desisto neste momento.

E agora para a frente, em Paz, com todos os que me queiram acompanhar por bem.

BOM PRESSÁGIO: O quarteto e um cão, está quase de férias!

Provérbios à La Benedita # 97




Bom é saber calar...

... se desaforos não queres ouvir.

terça-feira, 6 de Agosto de 2013

Atenção Sacavém, Moscavide, Olivais, Expo! A Mel está desaparecida!



A Mel é uma cadelinha que se perdeu dos seus donos. A dona é autora do blogue O Sexo e a Idade. É duríssimo quer para os donos, quer para a Mel, estarem perdidos uns dos outros, pelo que peço encarecidamente, que colaborem se a encontrarem. 

Ajudem a Mel a regressar a casa!

Se tiverem notícias entrem em contacto com o blogue que indiquei.

Bem hajam!

segunda-feira, 5 de Agosto de 2013

Eu e a Sra. Enfermeira...


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A propósito deste post da minha querida AC (rarpariga de quem sou fã), lembrei-me de um episódio que aconteceu há 4 anos.

Quando fui fazer a minha cirurgia intraocular - pois a vossa Benny tem uma visão não aproximada à de uma águia, mas sim à de uma toupeira (12 dioptrias) - instalei-me na enfermaria, e fui muito bem acolhida por uma Enfermeira, perto dos seus 50 anos talvez. A Sra. Enfermeira era uma querida e eu por minha vez senti imensa empatia com ela, mas ao longo da manhã fomos desenvolvendo qualquer coisa do género como "simpatizámos-uma-com-a-outra-mas-não-estamos-a-atinar-juntas". Começámos assim:

- Dispa a sua roupa e vista a bata que vai encontrar dentro do armário - disse-me.

- Mas tiro a roupa toda?!

- Não. Fica com a roupa interior.

(What a jerk Benedita... Mas tiro a roupa toda?!)

Passados alguns minutos veio colocar-me o soro. Nada que me aflija. Depois de espetar o agulhão, retirou-o com cuidado, mas o instrumento não lhe deu confiança. A borrachinha que era suposta ter ficado na veia, baldou-se e saiu com a agulha. Pediu-me imensa desculpa, mas teria de picar-me novamente. Sem stress, Sra. Enfermeira! Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida! Espete-me à vontade, não tem problema! Com um ar ainda mais concentrado, voltámos ao início. E a cena voltou a repetir-se. A Sra. Enfermeira ficou visivelmente incomodada e justificou-me que não sabia o que estava a acontecer, e eu tranquilizei-a. Não tinha problema. São coisas que eventualmente acontecem. 

À 4.ª foi de vez. 

Daí para a frente senti que a Sra. Enfermeira quando se abeirava de mim, estava um pouco congelada. Sentiu-se constrangida provavelmente, com aquela dança de agulhas. Mas eu não. Estava óptima. Afinal de contas, ía concretizar um sonho!

Passadas umas horas, depois da dilatação das pupilas estar feita e do bloco operatório chamar por mim, a Sra. Enfermeira veio ao meu encontro:

- Tem que despir a roupa interior. Vamos para o bloco. - disse-me.

 (Hein? Oi? Tenho que despir a roupa interior?!)

- Mas tenho a bata vestida e tenho o soro colocado!

Foi o caos. A Sra. Enfermeira petrificou. 

-Argh... pois... não pensei nisso na altura. - disse-me.

- Se quiser podemos cortar a alça do soutien, ou então pode sempre tirar o soro, eu dispo-me e volta a picar-me. - Disse eu em tom de brincadeira, procurando enervar a senhora (eu sei, eu sei... shame on me...).

- Não!!! Nem pensar nisso! Espere lá que eu tapo aqui a saída, desmonto e depois volto a montar.

Ultrapassado este impasse e de despida a underware, a Xô Dona Benedita esticou-se na marquesa, a Sra. Enfermeira ligou a ignição, e aí foram elas, g'andas malucas por esses corredores fora rumo ao bloco operatório. Aí chegadas, a Sra. Enfermeira passou o testemunho, ou seja, moi memme, à outra equipa de enfermagem.

Esperei um pouquinho no corredor, tipo uma hora ou coisa que o valha, e lá vieram duas Sras. Enfermeiras buscar a menina para a levar para o momento tão esperado. Não posso descrevê-las fisicamente, pois nunca as cheguei a ver (12 dioptrias, lembram-se?) mas sei que eram umas bem-dispostas e bem-humoradas. Fizeram-me algumas perguntas da praxe, e enquanto me mudavam da marquesa volante para a do bloco, uma delas apercebe-se que estou nua por baixo da bata e diz para a colega:

- Olha lá, ainda não percebi porque é que as colegas lá de baixo, mandam os pacientes sem roupa interior! 

- Não percebes?! Ó mulher, esforça-te um bocadinho.

- Perguntaram-lhe ao que é que ía ser operada, D. Benedita? - perguntou a Sra. Enfermeira que queria resolver o enigma.

- Sim. Respondi que era uma intraocular - esclareci.

- Ou seja, disse que ía ser operada aos olhos, certo? - Disse a outra Sra. Enfermeira que estava com ela fisgada desde o início.

- Então, não percebo! - Disse a que levantou a questão.

- Opah! És mesmo curtinha pah! Então não se vê logo porque é que as colegas lá de baixo mandam os pacientes sem roupa interior? Se vão ser operados aos olhos, as colegas colocam os olhos todos acessíveis!!!

BOM PRESSÁGIO: Das 4 vezes que já fui a blocos operatórios, as equipas de enfermagem foram sempre excepcionais.

Provérbios à La Benedita # 96

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Em terra de cegos...

... ouve-se com muita atenção.

segunda-feira, 29 de Julho de 2013

A mim, aconteceu-me... # 3


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Resultado de se viver a 70 km de distância, de 15 em 15 dias os finais de domingo repetem-se. Depois de passarmos o fim-de-semana em casa do Rei, regressamos à margem sul. O Rei vem devolver-nos ao ninho, e fazendo um esforço pessoal valioso, passa a noite de Domingo connosco e regressa à sua banda na Segunda-Feira pela manhãzinha.

Há uns tempos atrás, cumprindo o ritual, o Rei parou a carrinha à porta de minha casa, atrás dos carros aí estacionados, para que pudessemos descarregar as traquitanas que andam sempre em viajem connosco aos fins-de-semana. Entrámos com a primeira carga, e o Rei regressou ao carro sozinho para ir buscar a última remessa, enquanto eu comecei de imediato a fazer as primeiras arrumações. O Rei regressou então, e pode finalmente sentar-se no sofá, a descansar um pouco. Eram 22h00m e pouco.

Meti o puto-reguila na cama, fui-me desmaquilhar, tratar da higiene e vestir a camisa-de-dormir, e abanquei no sofá ao lado do Rei, para vermos um episódio do Game Of Thrones, série que andavamos ainda a acompanhar na altura.

Por volta da meia-noite, afundámos na cama.

Era perto da uma da manhã, sinto baterem à porta. Acordei assustada e mais assustada fiquei quando me tocaram à campaínha. Levantei-me num ápice e espreitei ao óculo. Era a minha vizinha do primeiro andar.

- Então Sandra, passa-se alguma coisa? - perguntei.

- Olha lá Benedita, o teu marido não tem uma carrinha Megane?

- Sim, tem - respondi já aflita, antevendo que me tivessem batido no carro e fugido, ou a tivessem assaltado, como é ordem do dia por aqui.

- Olha, estão ali umas pessoas trancadas a querer sair há algum tempo... estão fartos de apitar.

- Ah, mas não é a nossa Sandra, a nossa está estacionada.

- Ah, pronto, pensei que fosse a vossa e vinha avisar porque vão chamar a polícia.

- Obrigada Sandra, mas não é nossa.

Com esta situação da campainha, quando eu estava a regressar ao quarto, o Rei acabou por se levantar para ir à casa-de-banho, e ao cruzar-se comigo pergunta:

- Então o que foi?

- Era a Sandra. Diz que está ali um carro mal-estacionado a trancar umas pessoas, e pensava que era nosso...

- Esta malta... - e lá foi ao xixizinho.

Estava eu a tapar-me e entra o Rei de rompante no quarto:

- Benedita, eu acho que não estacionei a carrinha!!!

- O QUÊ?! Mas tu voltaste a sair!!!

- Pois, saí, trouxe as coisas e sentei-me. Nunca mais me lembrei do carro!!!

Agora imaginem, o Rei que detesta ver a malta a ir passear os canitos, ou ir deitar o lixo fora, em pijama e robe, só teve tempo de vestir o kispo (ainda foi no inverno) por cima do seu pijama verde, calçar as havainas de meias calçadas, e vôou para a rua, sabendo lá quem iria encontrar. E encontrou duas raparigas que foram uma simpatia e que compreenderam a situação.

Eu nem queria acreditar!

Subi ao 1.º andar, e agradeci novamente à Sandra, pois era mesmo a nossa carrinha!

Voltámos a deitar-nos. Conversa:

- A., como é que te esqueceste do carro?!

- Sei lá... estou todo queimadinho.

- Fogo, que cena. Vá lá que não chamaram o reboque, senão amanhã para ires para a outra banda, ía ser bonito.

- Pois. Deixa ver se consigo ir para a ontra banda...

- Porquê?!

- Chegámos às 22h00m... é uma da manhã... os quatro piscas estiveram sempre ligados...

BOM PRESSÁGIO: A Maganas têm uma bateria fantástica. De manhã pegou lindamente.

Provérbios à La Benedita # 95

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Bom Rei, se quereis que vos sirva...

... não vedai a saída dos carros, à minha vizinhança.

terça-feira, 23 de Julho de 2013

Tesourinho lamechas "Aqui me Confesso" # 7



Droga de vida em 23-07-2011

A propósito de mais uma morte às mãos da puta da droga - Amy Winehouse - fui arremessada novamente para o passado...

O meu irmão R. iniciou bem cedo a sua relação com essa maldita! Por volta dos 14 anos, começou nas drogas leves... num ápice estava agarrado à amaldiçoada heroína... E é verdadeiramente Heroína! Vence quase sempre!

Foram dezenas de curas que o meu pai pagou, todas inglórias. Lembro-me de numa delas ele ter fugido, e ter chegado até nós completamente "dopado", pelos medicamentos que estava a tomar na clínica de recuperação.

Para aguentar até à manhã seguinte, em que regressaria à clínica, depois de eu o ter convencido, precisou abastecer-se de produto, porque a ressaca era algo de muito violento.

Eu, o meu irmão e o meu pai, dirigimo-nos ao bairro problemática cá da zona. Eu tinha 15 anos. Ele tinha 20. Foi à 21 anos... foram precisos 40 contos na altura (200 €). O meu pai gritou tanto, tanto, tanto... estava a arruinar-nos. Entre consumo e tratamentos, desmoronou-se uma vida, que era até então, abastada.

Mas assim foi. Pegou no produto e fomos para casa para que ele se injectasse.

Começou a cheirar a queimado. Na altura o meu pai entrou em pânico. Expliquei-lhe que ele estava a fazer o preparado com o limão. Houve um silêncio negro. Arrombámos a porta. Retirei-lhe a agulha da veia e soltei o garrote. Início de uma overdose...

No fim da sua história com a droga, já picava 17 vezes ao dia. Já não havia veias... injectava-se no tornozelo, no pescoço, na barriga...

A última cura, em França, tirou-lhe o vício. E o vício, tirou-nos o pai. A falência da empresa, de onde um pai desesperado por salvar o seu filho, retirou todo o dinheiro, a par com duas ou três questões mal-resolvidas, penduraram o nosso pai numa corda.

CONFESSO que estas questões das dependências da droga me deixam, ainda hoje, numa angústia sem explicação. E assim estou neste momento...

Provérbios à La Benedita # 94

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O saber...

... às vezes falha-me à grande.

segunda-feira, 22 de Julho de 2013

Ser mãe...


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Sempre ouvi dizer que pai e mãe, amam os seus filhos de igual modo, que têm uma ligação com os filhos igualmente forte. Não sei se assim é, ou não, e por isso não discuto. Sei apenas como amo o meu filho, como me ligo ao meu filho. Sei apenas como me sinto mãe.

Quando soube da sua existência, não voltei a ser a mesma. Sei que desde o primeiro momento em que o senti mexer dentro de mim, senti-me a mulher mais afortunada do mundo. Sei desde esse momento que a nossa ligação seria para a vida. Foram 9 meses de uma partilha única, impossível de experenciar com qualquer outra pessoa a partir do exterior.

Ser mãe faz-me sentir infinita. Infinita no amor, infinita na capacidade de protecção, infinita no sentido de defesa, infinita no sentido de responsabilidade, infinita. Tornou-me uma mulher mais forte, mais corajosa, mais audaz. Mas tornou-me também, antagonicamente, mais sensível, mais frágil, mais vulnerável, quando me afligem a partir do meu filho.

Ser mãe dota-me de um sentimento absoluto que jamais competirá com qualquer outro. Essa ausência de disputa dá-se, não porque seja um sentimento maior que os outros, mas simplesmente, porque é um sentimento uno.

Ser mãe aperfeiçoa todos os outros seres que em mim habitam.

BOM PRESSÁGIO: Ser mãe não é ser perfeita, mas é ser digna de respeito.

Provérbios à La Benedita # 93

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 A esperança conforta a alma...

... e segura o coração.

sexta-feira, 19 de Julho de 2013

Step by Step, by Whitney Houston

And this old road is rough and ruined...
 
... so many dangers along the way...

... so many burdens might fall upon me...

... so many troubles that I have to face...

... oh, but I won't let my spirit fall me

... oh, I won't let my spirit go...

... until I get to my destination...

 
... I'm gonna make it slowly cuz I'm making it mine.

BOM PRESSÁGIO: A vida faz-se caminhando.

Imagens retiradas da Internet

Provérbios à La Benedita # 92

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Cada um sabe as linhas...

... que traça.

quinta-feira, 18 de Julho de 2013

Quando o emocional e o racional se aliam...


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Somos humanos, e todos erramos. Nisso tenho a certeza que somos todos iguais. O que nos distingue é a relação que desenvolvemos com nossos erros e com os erros dos outros.

Eu errei. Errei verdadeiramente. E erraram comigo. Também verdadeiramente. Caricatamente, encontramo-nos no mesmo horizonte, mesmo figurando erros diferentes.

A correcção parece-me ser somente uma e tão somente a mesma...

BOM PRESSÁGIO:  Haja saúde, paciência... e coragem.

Provérbios à La Benedita # 91

Imagem retirada da Intenet


Há mar e mar...

... há ir e deixar seguir.

segunda-feira, 1 de Julho de 2013

O caminho da felicidade... também dói.

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Porque tenho que aceitar, que neste momento temos que continuar assim. Porque tenho que aceitar, que neste momento tenho que continuar assim. Porque tenho que aceitar, que neste momento é assim. Esta é a nossa vida.

A cada fim-de-semana que passa tudo se torna mais difícil. Menos suportável. Menos compreensível. Menos tolerável. Os fins-de-semana são cada vez mais intensos. Somos cada vez mais uns dos outros, e queremos cada vez menos, ser uns sem ou outros.

Tenho-me tornado mais consistente na racionalidade, mas mais fraca de coração. E inacreditavelmente, por muito que a razão possa tornar-se mais instrutiva com o passar do tempo, o coração sem precisar de nenhuma espécie de estágio da vida consegue ser espontaneamente mais dominador do espírito. E é o coração que me está a sabotar a razão.

Se por um lado a razão corrigiu pensamentos e filosofias que me atiravam sempre para uma berma sinuosa e perigosa, o coração por outro, guia-me por um espelho de água, onde se escondem fossas e cavidades não menos perigosas. 

Quero com isto dizer que a razão me grita e me torna convicta de que somos uma família que estará muito perto da sua vitória, mas por sua vez, o coração enfraquece-me quando me leva às lágrimas a cada nova despedida, quando me planta uma saudade profunda bem no centro do peito e quando me mura a alma com uma cerca de angústia, que em nada ajudam a suportar este tal momento que temos, tenho, que aceitar.

BOM PRESSÁGIO: Um dia destes vai ser assim. Todos juntos, todos os dias.

Provérbios à La Benedita # 90

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Até ao lavar dos cestos...

... ainda há muito caminho para desbravar.

terça-feira, 25 de Junho de 2013

In & Out & In again...

Há momentos em que sinto com alguma antecedência, que vou parar de escrever durante algum tempo. E quando paro de escrever, paro de ler. É nesta dualidade que existo na blogosfera. Escrevo e leio. Assim como é da mesma forma que não existo na blogo. Não escrevo, não leio. Mea Culpa, se houver lugar a culpas. E depois há momentos em que me ausento, sem ter a percepção de que assim vou ficar durante um período significativo. Os dias simplesmente vão passando, e a ausência vai-se acentuando, sem que sinta o apelo de regressar. Até ao momento em que regresso, como acontece hoje.

Anyway, tenho andado absorvida noutras questões, noutros momentos, noutros acontecimentos. Tenho vivido momentos de grande intensidade a nível familiar. A vida encarrega-se de colocar tudo no sítio certo, e esse acerto tem estado a acontecer de uma forma muito intensa. Adoçam-me agora as recordações, dos tempos em que com défice de fé, não acreditava neste destino...


O novo desafio profissional está a desenrolar-se timidamente. Tudo tem o seu ritmo e esta nova etapa tem-me ensinado a respeitar o "tempo das coisas". Este tipo de trabalho obriga-nos a um período de observação, para o qual a minha natureza pro-activa não estava preparada. Tenho desenvolvido por isso, a minha capacidade de saber esperar. Tenho enriquecido. Garantidamente.

Por estes dias eu e o Rei, juntámos-nos aos miúdos e fomos fazer uma sessão fotográfica de família. Uma verdadeira emoção! Acabámos com mais duas sessões paralelas. Uma só minha, e outra minha com o Rei. O resultado foi magnífico! Tanto na nossa como na dos miúdos. A nossa cumplicidade enquanto casal e a existência de cada um de nós nos outros, destacam-se nos momentos que registámos...

Tenho algumas histórias para partilhar convosco mais a pormenor, mas isso fica para os próximos dias. Para já, quero dizer-vos:

Olá amigos, tive saudades vossas!

BOM PRESSÁGIO: Vou começar a visita aos vossos cantinhos.

Provérbios à La Benedita # 89

Imagem retirada da Internet

Imita a formiga...

... sem que o coelho veja!