segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Batalhas Perdidas

Salvo de: https://pt.pinterest.com/DanMoyerPhoto/
Faz hoje 19 anos que o meu pai partiu. E ainda hoje me parece um "Ele foi ali. Já volta." E volta. Sempre. Em datas especiais, em datas menos especiais, num sonho, num sabor, num cheiro... volta sempre.

E volta porque me marcou. Para o bem e para o mal. Era meu pai e morro de saudades dele. Hoje recordo-o de uma forma particularmente dolorosa. Mas recordo. E dava tudo para tê-lo de volta e poder continuar a beber da sua existência, e poder vê-lo envelhecer, naturalmente. Hoje é dia de coração partido...

BOM PRESSÁGIO: Deixou tanto dele em mim e no neto que nunca abraçou.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Psicologias da vida

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Existe a Psicologia Clínica, a Psicologia Invertida e a Pressão Psicológica. Afortunada a minha pessoa. Conto com as três ma minha vida. Fantástico.

BOM PRESSÁGIO: Ao menos não dou abrigo à outra forma, aquela conhecida como Chantagem Psicológica. Menos mal.

terça-feira, 29 de março de 2016

Madness on the loose...

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Das duas, três: ou consigo ultrapassar os meus "mas" e os meus "ses", ou estou bem fodida da vida.

Ansioliticos e anti-depressivos, que felizmente não me deixam alienada, macambuzia ou a babar-me, são um achado. E se pensarmos que os ditos me têm ajudado a estar mais calma, a conseguir dormir sem interrupção (salvo a mija da ordem, mas essa até já é feita em modo automático), e que fizeram desaparecer aquela puta daquela enxaqueca (que tive ininterruptamente durante 7 semanas), é bom. É até muito bom! Só existem aqui uns pequenos GRANDES pormenores, que me estão a lixar a marmita. Vejamos: 
  • durmo ininterruptamente. É bom. Mas em contrapartida, tenho os pesadelos mais violentos de que tenho memória (do género de cerrar os lábios para não sentir o sabor do sangue - duma alma que não faço puto de ideia de quem seja - que jorra para cima de mim, conseguindo ficar-me por sentir apenas, tão somente e apenas (!), o calor desse sangue a escorrer no meu queixo);
  • ando mais calma. Awesome. Mas em compensação, tenho imensos momentos em que as conexões neurais até se estabelecem, mas depois, a verbalização do raciocínio, os seus termos, as palavras tão óbvias - na maioria das vezes, palavras até do senso comum - não saem. Fico a patinar no pensamento. A palavra, a expressão, o termo, está ali, mas não sai;
  • a puta da enxaqueca foi finalmente embora. Fucking great. Mas porém, estou completamente desmemoriada, ao ponto de esbarrar em coisas que nem me lembro sequer, de ter feito. Ou esquecer-me ou trocar, passos das rotinas diárias, como passar o creme hidratante no cabelo, em vez de passa-lo na fronha...
Portanto, resumindo, concluindo e baralhando: não sei se é preferível termos uma Benny descompensada, à beira de um desgrenhamento do espírito, e de um mergulho na insanidade emocional, ou se será preferível uma Benny, autora de um thriller de 5.ª categoria, que levará possivelmente - e atenção, vou ser optimista - uns 50 anos a escrever, por ficar a escorregar no "ai, como é que se diz... opah, quando uma pessoa... existe um verbo... não é bem ensandecer... é... opah, há outra maneira de dizer..."

BOM PRESSÁGIO: Ou estou perto de me equilibrar, ou... ora foda-se. Esqueci-me.

segunda-feira, 28 de março de 2016

A vida é tramada com F! # 6

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... quando tomamos consciência que mesmo entregando o mínimo da nossa capacidade, conseguimos ser a felicidade de muitos dos que nos rodeiam.

BOM PRESSÁGIO: Se o meu mínimo não me chega a mim própria, tenho que encontrar urgentemente, pelo menos, o meu "médio".

sexta-feira, 18 de março de 2016

As batalhas da vida



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As pessoas mudam. Tenho cada vez mais consciência disso. As pessoas mudam, da mesma forma que muda a vida. Não falo de pequenas mudanças, pequenos ajustes. Nem de mudanças sazonais. Falo de mudanças profundas. Falo de batalhas.

Podemos passar anos da nossa vida a combater contra algo que nos impede de ser feliz, dando o corpo às balas, permitindo o sangramento do coração, consentindo o enfraquecimento da alma. Mas chega sempre o dia em que nos damos como vencedores, ou como vencidos.

Nas batalhas da vida, nada nos indica à partida se estas estarão ganhas ou não. Ou não existiria, pelo que batalhar. Nelas entram os audazes, os loucos, os inconsequentes, os românticos, os bravos, os inquietos, os insatisfeitos, os determinados, os desesperados, os racionais, os confiantes, todos aqueles que bebam da ânsia de ser feliz.

Porém, as batalhas quando demasiado longas marcam, ferem e aí, mudam-nos. Seja para melhor, para pior, não interessa. Mudam-nos. E não voltamos a ser os mesmos. Nem mesmo quando nos é oferecido de bandeja, aquilo por que tanto lutámos e sofremos. Já não somos combatentes naquela batalha. Já não estamos dispostos a dar o corpo às balas, a deixar sangrar o coração, a deixar adoecer a alma. Justamente porque tomámos consciência de que mudámos. E que outras batalhas estarão, eventualmente, por travar.

BOM PRESSÁGIO: Das derrotas nascem os vencidos-ganhadores.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Fronteiras furadas


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O vencer obstáculos, o ultrapassar dificuldades, o adaptar sistematicamente a vida a dois, pode ser encarado como um percurso de sucesso, quando falamos em termos de relacionamentos. Mas tudo nesta vida tem um reverso, e virando a moeda, vejo uma relação onde um passou a beber, a respirar, a viver através do outro, vivendo numa espécie de simbiose, que tem tudo menos de saudável.

Aflige-me a ideia de, mais do que querer viver-se perto, se queira viver dentro. É como roubar a alma, apoderar-se da essência, violar a intimidade do outro. Porque numa relação devemos ser complementos e não, extensões. Digo eu.

BOM PRESSÁGIO: Pode ser duro amadurecer, mas ganhar consciência sobre quem somos, o que queremos e para onde vamos, é priceless.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O meu cúmulo de (im)piedade


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... achar que mais vale carregar o meu sofrimento, do que carregar a culpa pelo sofrimento alheio.

BOM PRESSÁGIO: A vida está cheia de caminhos alternativos.

terça-feira, 15 de março de 2016

Eu. Mim. Minha.

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Ultimamente TENHO-me sentido despejada de MIM própria. Não está em causa a MINHA identidade, mas está em causa o espaço da MINHA identidade. Porque para que EU possa existir de forma íntegra em todos os papéis que ME pertencem, é necessário que a MINHA individualidade não seja invadida, e que se mantenha bem demarcada, a fronteira entre o EU-COMIGO-PRÓPRIA e entre o EU-com-os-outros.

Desde que ME conheço que SOU uma pessoa de fácil entrega, e de entrega total. Entrega fácil traz claramente enormes contentamentos, mas a entrega total acarreta provações duras e perfeitamente escusadas. E como tal, consequência do processo natural de amadurecimento que ESTOU a viver, COMPREENDI que a entrega total está a anular o pequeno espaço que deve ser, impreterivelmente, MEU. O pequeno espaço onde POSSO e DEVO, confinar tudo o que ME é mais íntimo, as MINHAS  inocências ou os MEUS pecados, os MEUS desejos ou os MEUS repúdios, a MINHA fé ou até,  a falta dela.

PRECISO de espaços, de tempos, de silêncios onde POSSA existir una, individual e indivisa. Sem usurpações ou ocupações selvagens da MINHA alma. MINHA, sem o domínio de nada. Sem o domínio de ninguém.

BOM PRESSÁGIO: Eventualmente um dia destes, estarei por aí, sozinha, comigo.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Sei que estou toda queimadinha quando... # 3

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... vou ao frigorífico tirar o pacote do leite, e vejo que este está em amena cavaqueira com a garrafa do azeite.

BOM PRESSÁGIO: Mais vale encontrar o azeite no frigorífico, do que encontrar a roupa lavada, temperada.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Bring My Baby Back! # 2


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Ainda ontem ia deixando um rasto de baba no chão, qual lesma da horta da avó Nina, enquanto gatinhava. Hoje, da extremidade oposta da casa, oiço-o no seu quarto a assobiar a Marcha Imperial!

BOM PRESSÁGIO: Estou a ganhar um bom parceiro de xadrês.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A vida é tramada com F! # 5



Quando a emoção consegue vencer a razão. Dá merda.

BOM PRESSÁGIO: Preferia quando padecia, como me dizia a minha psicóloga, de "racionalização dos sentimentos". Mesmo quando se tornava psicossomático, era mais fácil de resolver. Digo eu.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

E se de repente... # 1


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... alguém quiser saber mais do que aquilo que tu queres contar, é sinal que estás no bom caminho.

BOM PRESSÁGIO: Há coisas que são só nossas, e só nossas devem continuar a ser.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

O meu cúmulo de altruísmo

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... preferir saltar o muro agarrando o arame farpado, a ser um peso sobre os ombros de alguém.

BOM PRESSÁGIO: Os muros existirão sempre. O arame farpado é que deixará de ser opção. Um dia.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Shut the fuck up!!!

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Desde que aquela-amiga-que-era-a-irmã-que-nunca-tive-e-que-me-desprezou-vai-se-lá-saber-porquê,  me fez o favor de abandonar a minha vida (e muito grata lhe fico), que apesar dos pesares, ficou um vazio em mim. Porque desde sempre necessitei de ter alguém com quem falar, partilhar, rir, chorar, desabafar tudo o que me fazia feliz ou tudo o que me consumia, e no último ano, foi com ela que o fiz. E agora continuo a ter as minhas questões que preciso de dar à partilha, tenho os meus receios, as minhas dúvidas, e vejo-me obrigada a fechar tudo a 7 chaves. Porque apesar de ter amigas que muito dificilmente me espetariam a faca nas costas, perdi a coragem de entregar o meu mundo mais íntimo. E faz-me tanto mal conter-me. Tornar a minha intensidade reclusa em mim mesma, está a matar-me aos poucos... FUCK!

BOM PRESSÁGIO: A minha psicóloga costuma ser um bom escape, mas não só temos apenas 45 minutos por semana, como muitas vezes existem contingências naturais, que nos impedem de trabalhar por mais de um mês. Como é o preciso momento.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O que dizem os teus olhos?

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Assim em modo Daniel Oliveira, ao meu jeito:

Gosto de música. Gosto de dançar. Não gosto de "ses". Gosto de gargalhar. Gosto de fazer gargalhar. Não gosto de coentros. Gosto de gente humilde. Não gosto de sardinhas. Gosto de praia. Não gosto de gente mal-resolvida. Gosto de me maquilhar. Gosto de tatuagens. Não gosto de frio. Não gosto de me atrasar. Gosto de marcar as pessoas. Gosto de cabelos curtos. Gosto de cabelos compridos. Não gosto de gente homofóbica. Gosto de desafios. Gosto de ler. Não gosto de caviar. Gosto de mimar. Gosto de ser mimada. Não gosto de faltas de consideração. Não gosto de rótulos humanos. Gosto de mim. Não gosto de mentiras. Gosto de dar colo a quem precisa. Gosto de conhecer pessoas. Não gosto de aranhas. Não gosto de ter pesadelos. Gosto de cantar. Gosto de aprender línguas. Gosto de exercício físico. Não gosto de lingueirão. Não gosto de racismo. Gosto de escrever a lápis.

Ainda em modo Daniel Oliveira, mas ao jeito da Benedita:

Gosto de acreditar que escrevo bem. Não gosto de gente a cheirar a transpiração. Não gosto de chicos-espertos. Gosto de avacalhar. Gosto do hálito a café. Não gosto de gente pseudo-qualquer-coisa-que-seja. Gosto de chorar a rir. Não gosto de polítiquices. Gosto de kizombar. Não gosto de parasitas. Não gosto de trancas largas. Gosto de barbas. Gosto de saltos-altos. Não gosto de pêlos naqueles sítios. Gosto de viver rodeada de gente. Não gosto de peidos dentro da cama. Gosto de ser expressiva. Gosto de dizer palavrões quando estou fodida com alguém. Não gosto de pensos higiénicos. Gosto de ter um blogue. Gosto de ser cabrona. Não gosto de andar tesa. Não gosto da minha ex-sogra. Não gosto de ter bigode.  Gosto de marmelada daquela. Não gosto de VIPiolhosos. Gosto de caracoladas. Não gosto de Judas. Gosto de dar baile a quem se acha. Gosto que gostem de mim.

BOM PRESSÁGIO: Os meus olhos dizem que sou grata pelo bom, pelo mau e pelo melhor.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Bloqueia-me... vá lá!

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Apercebi-me recentemente que existem pessoas que vivem com bloqueios. Bloqueios tecnológicos, note-se.

Aquela-amiga-que-era-a-irmã-que-nunca-tive-e-que-me-desprezou-vai-se-lá-saber-porquê (ou calcula-se porquê), falou-me um dia num fulano que bloqueara no facebook. Mais tarde partilhou comigo que bloqueou uma outra criatura no telemóvel, através do filtro de assédio, coisa que aqui a ursa desconhecia existir. Depois essa mesma amiga-que-era-a-irmã-que-nunca-tive-e-que-me-desprezou-vai-se-lá-saber-porquê (tenho quase a certeza do porquê, mas adiante), disse-me que a paixão da sua vida também tinha o beltrano, a fulana e o cicrano, bloqueados no telemóvel. Questionei-me: estaria eu com falta de conflitos na minha vida? Seria normal viver sem ter pelo menos uma alma bloqueada? Quer dizer, uma pessoa fica à toa...

Giro, giro, é que acabou por ser a própria da amiga-que-era-a-irmã-que-nunca-tive-e-que-me-desprezou-vai-se-lá-saber-porquê (eu sei porquê), que me levou a sair, da anormalidade de viver uma vida sem bloqueios. Bloqueei-a.

BOM PRESSÁGIO: Já dizia a minha mãe: amiga é a minha barriga, e é se ela não me doer!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Melhor de Mim, by Mariza


Quebro as algemas neste meu lamento


Se renasço a cada momento


Meu destino na vida é maior


Também eu vou


Em busca da luz


Saio daqui


Onde a sombra seduz


Também eu estou


À espera de mim


Algo me diz


Que a tormenta passará


É preciso perder


Para depois se ganhar


E mesmo sem ver


Acreditar!

BONS PRESSÁGIOS: A vida pode ser demasiado curta para sermos infelizes por opção.
(Imagens retiradas da Internet)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Estou que não me aguento... zzzzz....

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E basicamente os meus dias agora são isto. Uma luta constante para não ceder ao sono. Verdadeiro tormento, acreditem! É que até um simples levantar-me da cadeira para um xixizinho, me custa horrores. 

BOM PRESSÁGIO: Não sendo uma estreia, uma semana de adaptação deve ser o quanto baste. Espero.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Take cover

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Nem sempre é benéfico exibirmos as nossas fragilidades. Não que isso nos diminua de alguma forma enquanto seres humanos, mas porque nos expõe a situações de um desgaste emocional, de uma corrosão psicológica, e de um cansaço físico acrescidos. E não falo do expor as nossas fragilidades ao mundo. Falo do expo-las, ao nosso pequeno mundo.

BOM PRESSÁGIO: Hoje é dia de expor fragilidades. No mundo certo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

PQP!



Somos muitos na instituição. Juntá-mo-nos 19 e apostámos para a excentricidade colectiva. Tirámos uma chave automática de apenas 2 € para completar a aposta. E esta foi a chave que nos assistiu. E Puta Que Pariu, certinhos nas estrelas, mas 4 números exactamente ao lado?!?! 4.614,34 € a passarem de raspão?! Oh frustração da gaita...

BOM PRESSÁGIO: Insiste, insiste, não desiste. Já voltámos a apostar para sexta. Que é 13!!!

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Evil on the loose

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Não suporto pessoas que sejam altivas. Arrogantes. Soberbas. Autoritárias. Déspotas. Prepotentes. Maquiavélicas. Cruéis. Diabólicas. Impiedosas. 

Agora imagine-se o infortúnio de uma criatura assim, tão nefastamente poderosa, atravessar o nosso caminho.

BOM PRESSÁGIO: Um dia libertar-me-ei de toda a opressão psicológica.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Somos todos fortes. Somos todos fracos.

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Estavas tão próximo de conseguir. Cheguei a sentir-te tão segura de ti própria. Conseguiste erguer-te, consolidar-te, conseguiste crescer. Muito! Passaste a transmitir segurança a quem dela precisava. Garantiste que o sofrimento era um caminho necessário, e que dessa cruzada, se sairia mais resoluto,  mais coeso, mais confiante e diligente. A tua evolução foi tão notória, que trilhavas a vida num ritmo alucinante.

Agora, embora ainda te reste alguma habilidade para criar artifícios, sei-te enfraquecida, descrente, sorvida de energia. E sabes que mais cedo ou mais tarde, o disfarce será denunciado. Porque até a força para colocar a máscara, te vai faltar. 

Sabes isso, não sabes Benedita?

BOM PRESSÁGIO: Dar dois passos atrás, pode ser um enorme avanço.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Wow! # 2




Rachel Potter feat. Voice Play - I Knew You Were Trouble

Dropping off or picking up?


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A porta tem estado apenas no trinco. Há muito que estou de saída...
Tanta bagagem emocional racionalmente alinhada no hall. À espera que eu decida seguir viagem...
Estou ancorada a ti. A nós. Aos outros. 

BOM PRESSÁGIO:  Quase quase, 4 anos.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Poderias descer à terra...?

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Às vezes penso que se estivesses vivo, tudo seria diferente. Talvez seja apenas uma necessidade de me sentir defendida, após tantos anos a defender-me orgulhosamente só, de tudo e de todos. O que é certo é que me convenço que contigo ao meu lado, tudo seria diferente. Acredito que nenhum dos sofrimentos que me têm causado, sairiam a custo zero. Farias com que fossem valorizados, lágrima por lágrima. 

Às vezes penso que se estivesses vivo, tudo seria mais fácil de resolver. Talvez seja apenas uma necessidade de sentir um aval prévio, para todas as decisões que sempre tomei, convictamente sozinha. Ou quem sabe, no teu conforto não deixaria morrer a minha fé no homem, na família, no casamento, na vida.

Na verdade Pai, o que está a acontecer é que sozinha já não consigo garantir a justiça, nem romper com acontecimentos-padrão. Estou enfraquecida. Sugada na energia e na capacidade de reagir. E por isso às vezes penso que se estivesses vivo, serias a minha tábua de salvação...

BOM PRESSÁGIO: Poder construir a melhor imagem de ti... priceless!

Love's Divine, by Seal


Then the rainstorm came, over me...


... and I felt my spirit brake...


... I have lost all of my, belief you see...



... and realized my mistake...


... but time threw a prayer, to me...


... And all around me became still.

BOM PRESSÁGIO: Melhores dias virão.
Imagens retiradas da Internet

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Chama-se pensão de alimentos


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Desde janeiro que ando às cambalhotas de despacho em despacho, no Tribunal de Menores. Uma ginástica muito completa, fiquem sabendo. Verdadeiros treinos de alta intensidade, que promovem o desenvolvimento de uma maior resistência na paciência, na calma, na tolerância e na fé. Impulsionam igualmente, a elaboração de planos de emergência financeira. Autênticas oportunidades de crescimento, portanto.

E tenho a dizer-vos... system failure error! Estou a perder a paciência, a calma, a tolerância, a famigerada fé, e os Euros que não trazem felicidade, já nem são os meus.

BOM PRESSÁGIO: Diz que quando está em causa o bem estar dos menores, a justiça actua mais rápido.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

que-ro, não-que-ro...

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Se há coisas que me irritam e me tiram do sério, são os fora-da-mãe, vulgo, fora-de-tempo. 

Algo que se desejou muito que acontecesse,  acontecer quando já não se deseja, desculpem-me a expressão, mas é fodido!

BOM PRESSÁGIO: Provavelmente se tivesse acontecido, teria sido um fracasso, anyway

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Outono... Tudo cai...


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E quando não te apetece estar em lado nenhum, quando não te apetece estar com ninguém, quando não te apetece falar, quando não te apetece comer, quando não te apetece ler, quando não te apetece fazer tricot, quando não te apetece arranjares-te, quando não te apetece fotografar a vida, quando não te apetece sair da cama sequer... you're in big troubles, lady! 

Recaída aproxima-se a todo o vapor.

BOM PRESSÁGIO: Não ignoro os sinais. Já estou atenta à jogada.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Gotta get on moving

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Por estes dias tenho-me sentido numa espécie de limbo. Tenho vivido de uma forma esquecida. Esquecida de mim. Tenho-me centrado na minha existência nos outros, negligenciando a existência em mim própria.  Já dizia o Sr. Sait-Exupéry "(...) Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas (...)". E se o sou. E se me sinto agora reclusa, do tanto que cativei.

Tenho caminhado sobre finas e frágeis estacas de cristal.  E eu gosto de poder caminhar pesado, firme, seguro. Ter chão onde cair, no tempo das quedas. Ter chão onde me apoiar, quando for tempo de me reerguer. E eu preciso de chão.

BOM PRESSÁGIO: Vou ficar mais forte. É. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Árvores feridas

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Ontem pela primeira vez em 3 anos de escola, o meu filho saiu das aulas com um semblante carregado, sobrancelhas cerradas, lábios contraídos. Como todos os dias, perguntei se o dia tinha corrido bem. Não recebi a resposta de todos os dias.

Foram precisos poucos minutos para que o meu pequeno-grande menino começasse a libertar a ira que o consumia.

O trabalho de casa era desenhar a árvore genealógica. E colocou-me o dilema, num registo tão desinquietante, para uma mãe de um menino de 8 anos:

- Diz-me mãe, como é que vou desenhar dois avôs que nem conheci?! E como vou desenhar aquela estúpida?!

À parte de ter procurado sensibilizar o Salvador para compreender que o ódio, a raiva, o rancor, serem sentimentos que não nos fazem bem, mesmo quando temos legitimidade para os sentir, fiquei a pensar que nos dias que correm, com tantas famílias que se separam, que se desmembram, que passam por litígios, não deveria a abordagem nas escolas à temática família, ser revista? 

Claro que a nossa ascendência é e será sempre importante, mas valerá a pena obrigar à sua esquematização para que se compreenda o conceito? Para muitas crianças ver todos os elementos reunidos numa só imagem, pode ser bastante perturbador e poderá ser até, um contra-senso àquela que é a realidade de muitos...

BOM PRESSÁGIO: Aliviei o peso oferecendo-me para desenhar a pseudo-família. Decidimos converter o sinal da avó paterna, numa verruga com pêlos. Porque merecemos uma vingançazinha. Os dois. 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Más-sogras-que-são-péssimas-mães-e-avós-desprezíveis


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Não há-de andar tudo louco... Neste momento, até eu cometia uma loucura! 
Garanto-vos, deixava-a bem amolgada, mas viva. Viva, para ter que viver na única condição em que merece existir: na de parasita!

Um dia destes, conto-vos a história.

BOM PRESSÁGIO: Luto pelos direitos do meu filho. E só por ele, não perco cabeça.